Alguns vão classificar Natura Humana como ficção científica, outros como distopia. Mas para mim, este livro é antes de mais uma tentativa de mostrar que o verdadeiro progresso da humanidade não assenta apenas na tecnologia, incluindo as promessas das inteligências artificiais. A verdadeira revolução talvez passe, primeiro, por uma compreensão mais profunda de quem somos. Como mudar a nossa forma de habitar o mundo? Como enfrentar as nossas próprias contradições? E, sobretudo, como escolher entre conforto e consciência antes de sermos encurralados num dilema muito mais terrível: o da sobrevivência.
O romance não pretende oferecer respostas. Mas se conseguir semear uma ou duas perguntas que permaneçam convosco para lá da última página, então terá cumprido o seu propósito.